Engenheiro de formação.
Empresário por necessidade.
Sou o Rui Pedro Alves. Há quase duas décadas que construo empresas em Portugal — RUPEAL, KWAN, InvoiceXpress (vendida em 2024 à Visma), Selfcare. Hoje sou Chairman do grupo e mentor da comunidade RAMP.

O lado humano da gestão tive de o construir depois.
Nasci no Algarve em 1980. Fui para Lisboa estudar Engenharia Informática no ISEL. Quando saí, em 2006, toda a gente à minha volta saía também — Londres, Amesterdão, Berlim. Era o caminho lógico para um engenheiro português daquela altura.
Hesitei, e ficou. Em 2007 abri a RUPEAL — o nome é literalmente o meu (Rui Pedro Alves). Não foi marketing, foi conveniência que com o tempo virou identidade.
Comecei como consultor no escritório do meu primeiro cliente. Usei a recepção deles, o segurança deles, a infraestrutura deles. Não esperei por recursos para começar; comecei com os recursos que tinha à frente.
Foi a primeira regra operacional que destilei: usar o que se tem, em vez de esperar pelo que falta. Continua a ser uma das minhas regras.
Os números, os sistemas, a lógica — esses entraram-me cedo, pela engenharia. O lado humano da gestão tive de o construir depois, em paralelo, durante quase duas décadas.
Outubro de 2019. Alvalade.
Estávamos a um passo de assinar um contrato de arrendamento para um escritório enorme em Alvalade. Compromisso pesado, prazo longo, custos crescentes.
Antes de assinar, levei o tema para uma sessão de mastermind. Quem já tinha percorrido o caminho fez-me ver, em meia hora, que era uma loucura: estava a fixar custos fixos avultados no exacto momento em que devia estar a preservar flexibilidade.
Cheguei a Lisboa nessa noite e matei o contrato.
Cinco meses depois apareceu o COVID. Se tivesse assinado, tinha-me afundado.
“O que mata os negócios não é o que não sabes — é a pinta na testa que toda a gente vê menos tu. Estar rodeado de quem te diz é meio caminho andado para sobreviver.”
O que aprendi, em quatro frases.
Construir uma empresa é duro. Construir duas é raro. Construir um portfolio é resultado de decisões duras tomadas a tempo, não de génio.
Cultura e números são duas faces da mesma moeda. Quem opera só num dos lados, opera com metade da vista.
O líder é o primeiro produto da empresa. Cuidar do líder é decisão operacional, não vaidade.
Rodeia-te de quem já percorreu o caminho. Sempre. Mesmo quando achas que não precisas.
Onde também me encontras.
Apareço em alguns sítios. Alguns são por mim, outros por convite.
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