Os empresários que conheço dividem-se quase sempre em dois grupos. Os que percebem de pessoas e descuram os números. Os que percebem das métricas e atropelam as pessoas. Cada grupo julga que o outro está a fazer mal o seu trabalho.
Demorei a perceber que não tinha de escolher. E que a maturidade de um dono de empresa começa exactamente no ponto em que deixa de poder escolher — quando os números deixam de explicar sozinhos o que está a acontecer, e a cultura deixa de funcionar sem alguém a olhar para os resultados. Nas últimas duas décadas, a RUPEAL foi o meu sítio para olhar para os dois lados ao mesmo tempo.
Quem vive só num dos lados, paga por isso mais tarde.
Ou perdes a alma em troca de resultados. Ou empurras os números para trás da consciência, e arruínas-te em nome dela.